Graça e paz, meus amados! Que alegria estarmos reunidos em família para estudar a Palavra de Deus. Hoje vamos olhar para a vida do apóstolo Paulo logo após o seu encontro com Jesus.
[Peça para alguém ler Atos 9.20]
Antes de conhecer Jesus, Paulo era o maior inimigo da Igreja.
Ele tinha poder, dinheiro, fama entre os judeus e muito estudo.
Mas ele usava tudo isso para perseguir e prender os cristãos.
[Peça para alguém ler Atos 9.1 e 2]
Pensemos juntos por um momento: por que um homem tão importante deixaria tudo para trás para se tornar um cristão?
Naquela época, os cristãos eram pobres, desprezados e até mortos. Aos olhos do mundo, Paulo tinha tudo a perder e nada a ganhar.
A resposta para essa mudança é uma só: o milagre da graça de Deus!
Nenhuma persuasão humana faria Paulo mudar de ideia. Foi o próprio Senhor Jesus que o alcançou.
O Espírito Santo transformou aquele coração de pedra em um coração de carne, como Deus promete na Sua Palavra.
[Peça para alguém ler Ezequiel 36.26]
Isso nos ensina algo maravilhoso: a salvação pertence ao Senhor.
Ninguém é tão duro ou tão pecador que a soberana graça de Deus não possa alcançar e transformar.
O nosso texto principal também diz que Paulo não perdeu tempo.
Assim que seus olhos foram abertos, o versículo 20 que lemos no início diz que imediatamente ele começou a pregar que Jesus é o Filho de Deus.
A verdadeira conversão sempre produz frutos.
Quando Jesus nos salva e nos perdoa, nós não conseguimos ficar calados. Nós queremos que outras pessoas também conheçam o nosso Salvador.
Para terminarmos nossa reflexão de hoje, quero deixar duas perguntas para conversarmos:
- Vendo que Paulo abriu mão do seu orgulho e da sua posição por causa de Cristo, nós temos dado a Jesus o primeiro lugar em nossas vidas?
- Paulo começou a falar de Jesus imediatamente. O que tem nos impedido de falar do Evangelho para os nossos amigos e vizinhos com essa mesma urgência?
Continuando a história, vemos que Paulo não apenas falou de Jesus, mas começou a provar isso com a Bíblia.
Ele usava as Escrituras para mostrar aos judeus que Jesus era o Messias prometido.
E ele fazia isso com tanta sabedoria que as pessoas ficavam impressionadas e os líderes judeus não sabiam o que responder.
[Peça para alguém ler Atos 9.22 e 23]
Quando a verdade do Evangelho é pregada com poder, o mundo se incomoda.
Os judeus, não conseguindo vencer Paulo nos argumentos, decidiram matá-lo.
Eles vigiavam os portões da cidade dia e noite para pegá-lo.
Mas Deus sempre tem um jeito de proteger os Seus filhos quando ainda tem uma obra para eles fazerem.
[Peça para alguém ler Atos 9.24 e 25]
Vejam a ironia e a humildade de Paulo!
O homem que entrou em Damasco cheio de orgulho, com cartas de autoridade para prender pessoas, agora foge da cidade escondido, descendo o muro dentro de um cesto, como um criminoso procurado.
O Evangelho acaba com o nosso orgulho e nos ensina a depender apenas de Deus.
Depois de escapar, Paulo tentou se juntar aos irmãos em Jerusalém, mas encontrou outro problema: o medo.
Os cristãos ali ainda lembravam do monstro que ele era. Eles achavam que era um truque.
E, humanamente falando, é normal desconfiar.
É aqui que entra uma figura muito importante na vida da Igreja: Barnabé, cujo nome significa “Filho da Consolação”.
[Peça para alguém ler Atos 9.26 e 27]
Barnabé foi uma ponte de graça na vida de Paulo.
Ele acreditou na transformação que Deus fez, pegou Paulo pela mão e o apresentou aos apóstolos.
Todos nós precisamos de um “Barnabé” em nossas vidas, alguém que nos ajude e acredite em nós.
E também precisamos ser um “Barnabé” para aqueles que estão chegando agora na igreja e precisam de acolhimento.
Depois disso, a paz finalmente chegou para a Igreja.
Com a conversão do seu maior perseguidor, e com a providência de Deus distraindo os inimigos com outros problemas políticos da época, a Igreja pôde respirar.
Mas prestem atenção no que a Igreja fez durante esse tempo de paz.
[Peça para alguém ler Atos 9.31]
A igreja não usou a paz para ficar preguiçosa.
O texto diz que eles caminhavam no temor do Senhor e no consolo do Espírito Santo.
E, por causa disso, a igreja crescia e se multiplicava.
O verdadeiro crescimento espiritual acontece quando temos reverência a Deus e dependemos do consolo e da força do Espírito Santo em nosso dia a dia.
Para encerrarmos o nosso estudo de hoje, vamos pensar em três perguntas práticas:
- O Evangelho nos ensina a sermos humildes, como Paulo descendo o muro num cesto. Tem alguma área da nossa vida onde ainda precisamos deixar Deus quebrar o nosso orgulho?
- Pensando em Barnabé: quem é a pessoa na nossa igreja, ou na nossa família, que está precisando que a gente estenda a mão, acredite nela e a integre no grupo?
- Nós estamos aproveitando os tempos de paz em nossas vidas para crescer no “temor do Senhor” e buscar o “consolo do Espírito Santo”, ou estamos apenas nos acomodando?
Meu irmão, essa é uma excelente estratégia! O Pr. Augustus Nicodemus costuma usar muito esse recurso: ilustrações do dia a dia, às vezes até um pouco cômicas, para quebrar o gelo e trazer à tona verdades teológicas muito profundas sobre o nosso coração pecaminoso e a graça de Deus. E para a sua mãe, contar uma historinha antes de perguntar vai deixar a conversa fluir de forma muito mais natural e gostosa.
Aqui estão as três perguntas substituídas, escritas exatamente no formato para ela ler sorrindo e colocar a família para pensar:
(Para ler no momento das perguntas:)
“Meus filhos e irmãos, para terminarmos o nosso estudo, vamos pensar um pouco na nossa própria vida. Mas vamos fazer isso pensando em algumas situações bem práticas:
1. O Cesto do Orgulho
Imagine aquela pessoa que se arruma toda, coloca a melhor roupa para ir a um casamento chique, mas, bem na hora que chega, cai o maior temporal. Ela acaba tendo que entrar correndo pelos fundos da cozinha, toda encharcada, amassada e sem nenhum glamour.
Com Paulo foi parecido. Ele era o ‘doutor’, o cara importante que andava com cartas de autoridade e escolta. Mas a graça de Deus o fez fugir de Damasco escondido dentro de um cesto de pão, sendo descido por um buraco no muro! O Evangelho fura o balão do nosso orgulho.
- A nossa pergunta é: Qual foi o ‘cesto de pão’ ou a ‘porta dos fundos’ que Deus já usou na sua vida para te lembrar que, no Reino dEle, a gente só cresce quando desce e é humilde?
2. O Síndico Rabugento e o Barnabé
Pense naquele vizinho rabugento, que reclama de tudo, já brigou com a rua inteira e que ninguém suporta. Aí, num domingo, alguém da sua família resolve convidar esse vizinho para almoçar com vocês. A primeira reação de todo mundo é esconder a prataria e ficar com a pulga atrás da orelha, não é?
Os apóstolos sentiram o mesmo com Paulo, pois ele era um assassino de cristãos. Mas Barnabé botou o braço no ombro de Paulo e disse: ‘Gente, ele mudou, Jesus o salvou de verdade’. Barnabé olhou para ele com os olhos da graça.
- A nossa pergunta é: Olhando para a nossa roda de convivência, família ou igreja, quem é aquela pessoa ‘difícil’ que a gente já julgou, mas que nós precisamos começar a ser um Barnabé na vida dela?
3. O Pijama Espiritual
Sabe aquele feriado prolongado em que a gente promete arrumar o guarda-roupa, ler um bom livro e colocar a vida em ordem, mas acaba passando os três dias de pijama no sofá? A nossa carne adora uma folga!
O texto diz que a igreja de Atos ganhou uma trégua, a perseguição parou por um tempo. Mas, em vez de vestir o ‘pijama espiritual’ e ficar preguiçosa, a igreja aproveitou a paz para crescer no temor a Deus e buscar o consolo do Espírito Santo.
- A nossa pergunta é: Quando a vida está mansa, as contas estão pagas e não temos grandes problemas, como a gente faz para não vestir o pijama da preguiça e continuar buscando a Deus com a mesma vontade de quando estamos no meio de uma tempestade?”
Que Deus aplique essa palavra em nossos corações e nos faça uma família cada vez mais firme na graça do Senhor! Amém.
